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Showing content with the highest reputation on 11-08-2016 in all areas

  1. http://top10mais.org/top-10-paises-com-os-melhores-sistemas-de-educacao-do-mundo/
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  2. 9 de 10 países com os melhores ensinos do mundo são capitalistas. A exceção a regra é a suécia que já esta pendendo pro capitalismo. Inclusive as melhores escolas publicas do mundo existem em países capitalistas.
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  3. Re: Zero kara Hajimeru Isekai Seikatsu Numero de episodios: 25 (?) não tenho certeza Tematica: Mind Fuck, ação, misterio, drama, gore, harem, horror Subaru é um otaku, ele passa muito do seu tempo jogando games e vendo anime, apos uma passada no mercado para compra salgadinhos, ele é transportado ao mundo magico. Sendo um idiota, ele é salvo por uma meia elfa de cabelos prateados, mas infelizmente o destino reservou um destino muito cruel... O anime é bem interessante, possui um enredo bem criativo, fui preparado para ver mais um anime fantástico onde o personagem tem um harem de waifus, mas Re: zero puxou o tapete de um modo bem inteligente. A tematica de Loop temporal, como o filme Feitiço do Tempo, pra quem não viu , o protagonista fica preso em uma repetição de eventos infinita, mas para ter o loop Subaru tem que morrer e rapaz como ele morre, geralmente de modo magnificamente horrendo... Gostei de como o personagem cresce com os eventos, de completo imbecil, para um cara cabeça quente irresponsável, para um herói de araque para finalmente uma pessoa que tem sabe usar o poder de modo certo, demora um pouco, mas ele tem todo o tempo do mundo... literalmente... O grau de violência gráfica é bem alta, corpos mutilados, tortura, desmembramentos e outras coisas horrendas, contrasta com um traço colorido e personagems moe, não vou recomendar para todo mundo, mas é um anime bem intrigante.
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  4. Culpar o capitalismo é fácil. E ignorar a merda que escreve mais fácil ainda. Agora citar Harvard em outro tópico que é uma instituição de um país capitalista e com preceitos de universidade pública: http://www.estudarfora.org.br/harvard-university/ Como estudo de qualidade não é hipocrisia?
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  5. Eu trocaria a palavra capitalismo por Brasil. Afinal, por mais que tenhamos problemas com isso, não vejo como ser algo simplesmente como culpa do capitalismo quando em diversos outros países capitalistas não temos esses problemas. Tampouco que são problemas únicos de governos capitalistas. Concordo que o professor deveria ter mais valor e ser uma carreira mais interessante, pois é ela quem justamente educa todas as outras carreiras. Mas nos limitando ao Brasil, eu duvido termos algum ganho real a curto prazo. E como o governo aqui já mostrou a décadas que não sabe administrar e é muito passível de corrupção, é algo que sou a favor de privatizar. Tenho convicção que o dinheiro empregado hoje em educação traria lucros melhores a alunos e professores se fosse administrado por escolas particulares.
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  6. Acho racista uma cota para negros e combater o racismo com racismo não deveria ser a melhor opção. Ele não tem menos ou mais potencial pela cor da pele, mas sim pelos seus estudos. Quem estuda em colégio público tem a mesma base de ensino. Agora deve ser estipulado um período. Não é para alguém ir para colégio público 1 ano e ter acesso a esta cota. O correto seria a vida toda em escola pública ou ao menos 10 anos.
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  7. Não necessariamente. Existem muitos alunos em plenas condições de concorrer e que estudam em escolas públicas, que são de classe média, etc. Assim como a raça, existe um alto grau entre pobreza e estudar em escolas públicas. Mas entre estes dois critérios, qual tem o grau de correlação mais alto? O movimento negro está dando um recado muito importante para a sociedade em geral e para os ativistas em particular: se você quer alguma coisa, lute por isso! Onde estavam até hoje aqueles que acreditam que seria melhor cotas para escola pública do que para negros? Porque só começaram a chiar DEPOIS que a cota para negros foi aprovada? E o que estão fazendo HOJE em defesa das cotas para escolas públicas? Eu não vejo essa gente fazendo passeata, nem abaixo assinado pleiteando isso, nem se filiando a partidos com o fim de propor neles tal pauta, nem se candidatando a cargos políticos com o poder de passar tal lei em votação na câmara. Se ficaram dormindo no ponto, então não reclamem! Pessoalmente, eu iria preferir pois é menos racista. Mas a cota que apareceu foi a de negros, e eu parei de ser contra, apesar dos apesares. Tem muita gente precisando de cotas e que, não por coincidência, são negros.
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  8. Vila Autódromo, a comunidade que venceu os Jogos Olímpicos Depois de mais de dois anos de demolições, 20 famílias conseguem permanecer na Vila Autódromo Quando a Praia de Copacabana explodiu de alegria com o anúncio da Olimpíada no Rio de Janeiro, em 2009, ninguém poderia imaginar que lá em Jacarepaguá, na zona oeste da cidade, já haviam brasileiros se preparando para disputar os jogos. Eles não são craques no futebol, tampouco atletas de elite. Mas se tornaram imbatíveis em lutar pelo lugar em que vivem. Nos últimos sete anos, o treino foi diário na Vila Autódromo - comunidade vizinha ao Parque Olímpico. Entraram como zebra na partida e enfrentando um adversário disposto a tudo para desocupar a região. Ameaça, pressão e até mesmo agressão não faltaram. Nada disso adiantou. A vila lutou e pode dizer com orgulho que venceu as Olimpíadas. A dois dias do início dos jogos, o Brasil já tem sua primeira medalha de ouro na categoria resistência. Das mais de 600 famílias que viviam no local, 20 conseguiram permanecer na terra. Nesta semana, a prefeitura entregou as chaves das novas casas. Sandra recebeu a chave da sua nova casa no último dia 30 de julho "As pessoas não acreditavam que era possível resistir. Foi uma luta desigual, com muita pressão psicológica", conta Sandra Maria de Souza, 44, que vive há 25 anos na Vila Autódromo. "Nesses últimos sete anos, têm sido uma briga de formiga contra elefante", conta a moradora. O Brasil nunca enfrentou nenhuma guerra civil na sua curta história, mas quem visita a Vila Autódromo tem a impressão de que o bairro foi totalmente bombardeado. O inimigo, nesse caso, é a própria cidade do Rio. Até 2014, a comunidade pulsava. Crianças jogavam bola e exploravam o bairro com suas bicicletas. O parquinho estava sempre lotado. Todos os vizinhos se conheciam e o tráfico de drogas passava longe do bairro. A Vila Autódromo virou alvo da especulação imobiliária porque está localizada em um ponto estratégico dos jogos olímpicos no Brasil. A vila é espremida entre os novos estádios e hotéis e a lagoa de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. Um terreno plano, de fácil acesso, com um cartão postal de causar inveja em qualquer morador da zona sul carioca. O planejamento dos organizadores dos jogos era construir as principais vias de acesso ao Parque Olímpico e transferir os moradores para um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida - o conjunto Carioca, que fica a dois quilômetros de distância da Vila Autódromo. Apesar de tudo o que passamos, essa casa tem o sabor da vitória. Nosso direito de ficar foi respeitado e brigamos o tempo todo para que isso acontecesse. É uma nova história, a vida segue e a luta continua. Hoje, a comunidade encolheu. Há apenas duas calçadas e uma igreja. À sua volta, onde antes haviam centenas de casas, sobrados e puxadinhos, sobrou um descampado e muitas histórias escondidas no chão da Vila Autódromo. "Apesar de tudo o que passamos, essa casa tem o sabor da vitória. Nosso direito de ficar foi respeitado e brigamos o tempo todo para que isso acontecesse. É uma nova história, a vida segue e a luta continua", diz Maria da Penha, de 51 anos, moradora da Vila desde 1994. Maria da Penha representa a resistência na Vila Autódromo. Agredida durante as desapropriações, a paraibana bateu o pé e não saiu da comunidade Qualquer um que passe pela Vila Autódromo e pergunte por Dona Penha vai receber uma resposta com um sorriso no rosto. De frágil, ela só tem a aparência. A paraibana virou o símbolo de resistência da comunidade. Penha foi uma das primeiras a bater o pé e negar qualquer proposta de indenização que chegasse em sua porta. "Eu tenho um amor por essa terra, foi o lugar em que fui mais feliz na minha vida. Decidi não sair porque tenho direito de ficar aqui", afirma. A empregada doméstica chegou aos sete anos de idade no Rio de Janeiro. Morou na Rocinha, onde conheceu o marido Luiz e construiu uma nova família. "Me mudei para a Vila Autódromo porque sempre gostei de ter espaço. Sempre sonhei em ter uma casa grande, criar minha filha. Foi um sonho quando cheguei aqui", conta. E foi um sonho que virou realidade. Durante anos, Penha e Luiz juntaram todas as economias para construir o novo lar. "Me lembro até hoje do dia em que chegamos. Foi bem no meio da Copa do Mundo, jogo entre Brasil e Holanda. Não tínhamos nada em casa, mas a primeira coisa que fiz foi montar nossa televisão. Estávamos muito felizes", lembra Luiz Cláudio Silva. Só é possível ver o antigo terreno onde ficava a casa de Luiz e Maria atrás das grades que separam a Vila Autódromo do Parque Olímpico Duas décadas depois daquela vitória por 3 a 2 em cima dos holandeses, Penha e Luiz só conseguem ver o terreno onde ficava a antiga casa por trás das cercas do Parque Olímpico. "Me lembro como se fosse hoje daquele 8 de março de 2015. Acordei às seis da manhã e mais de 200 guardas municipais estavam na frente da minha casa", diz Penha. "Coloquei minhas coisas na rua às pressas", relembra. Foi nesse momento que vi como somos fortes unidos. Todos me ajudaram, como se fossem eles na minha pele. Não sucumbir à pressão do governo teve seu preço. A família de Penha morou durante semanas na igreja da comunidade e necessitando de favores dos vizinhos. "Foi nesse momento que vi como somos fortes unidos. Todos me ajudaram, como se fossem eles na minha pele", destaca. A chegada da Olimpíada e o risco de perder o lar fez Penha aprender a se empoderar, a lutar pelo seu pedaço de chão. Em cada protesto, ela esteve presente. Em cada desapropriação, resistia. No dia 3 de junho de 2015, a Vila Autódromo virou um palco de guerra. De um lado, a Polícia Militar. Do outro, um cordão humano de moradores pedindo respeito nas desapropriações. "Tentaram nos tirar a força. Apanhamos tanto naquele dia, quebraram meu nariz e um idoso foi agredido", relembra. Desapropriações A Vila Autódromo não foi a única comunidade que sofreu com as desapropriações no Rio de Janeiro. A capital fluminense construiu um legado de remoções para organizar as Olimpíadas no Rio. De acordo com relatório da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre 2009 e 2015, mais de 23 mil famílias (o equivalente a 90 mil pessoas) foram removidas de suas casas pela prefeitura devido às recentes intervenções urbanas ou sob o argumento de que moram em zonas de riscos. "O projeto Olímpico encobre um outro projeto, que é a cidade do mercado, do acionista. Quem não se encaixa nesse perfil, não pode estar nela", avalia o defensor público João Helvécio, do Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Rio de Janeiro. Muitas das famílias removidas não receberam sequer indenização. Os argumentos são os mais sórdidos possíveis e a Justiça concordou com isso. Prefeitura prometeu apartamento quitado para os ex-moradores da Vila Autódromo, mas cobranças não param de chegar na casa de Iran João é responsável pela maioria dos processos que os moradores movem contra a prefeitura questionando irregularidades nas remoções. Para ele, a Olimpíada representa a exclusão. "Quem não compra ou investe está fora do jogo", critica. "Muitas das famílias removidas não receberam sequer indenização. Os argumentos são os mais sórdidos possíveis e a Justiça concordou com isso", afirma. A Vila Autódromo, por exemplo, recebeu nos anos 90 do Governo do Rio de Janeiro uma autorização para utilizar a área durante 99 anos. O que representava tranquilidade para a comunidade virou pesadelo com o anúncio dos jogos olímpicos. "No começo, a prefeitura prometeu que não iria retirar ninguém. Depois, mudou de idéia e começou a remoção forçada", conta Helvécio. Plano Alternativo Não foi só de resistência que a Vila Autódromo conseguiu sobreviver nesses últimos anos. Em 2013, os moradores foram desafiados pelo prefeito Eduardo Paes a desenvolver um plano alternativo que viabilizasse a permanência da comunidade. "Nos juntamos todos para pensar em alternativas. Ele nos desafiou pensando que não conseguiríamos em tão pouco tempo a achar uma alternativa. E conseguimos", conta Sandra. A parceira da Vila Autódromo foi a equipe técnica da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da UFRJ. Poucos meses depois do desafio, os moradores apresentaram o Plano Popular de Urbanização. O projeto custava menos de R$ 14 milhões, nem 5% do que foi gasto pela prefeitura com as remoções - valor que ultrapassa os R$ 300 milhões. "A proposta era melhorar em vez de destruir. Toda a rede de drenagem seria reconstruída, casas novas seriam feitas e até mesmo uma creche seria disponibilizada para os moradores", explica Regina Bienenstein coordenadora assistente do Centro de Estudos e Projetos Urbanos da UFF. Ficou claro para a gente que o objetivo da prefeitura era retirar as famílias. Não importa o que fizéssemos, nada seria aceito. O projeto foi enviado ainda em 2013 para o governo municipal, mas não houve acordo por parte da Prefeitura. "Fizemos todos os ajustes que els pediram. Criamos saídas para o Parque Olímpico, retiramos as casas que ficavam na beira da lagoa", relembra Bienenstein. "Mas ficou claro pra gente que o objetivo da prefeitura era retirar as famílias. Não importa o que fizéssemos, nada seria aceito", defende. Depois que as negociações foram rompidas, a prefeitura do Rio adotou a tática de assediar os moradores. Indenizações milionárias para alguns, ameaças para outros. Quando nenhuma dessas duas alternativas funcionavam, a Justiça era acionada para retirar os moradores a força, como aconteceu com Penha. "Me sinto triste em pensar que muitos foram embora, mas gostariam de estar aqui. E isso seria possível se houvesse o mínimo de respeito pelos nossos direitos", critica. A família de Iran Souza, de 38 anos, não resistiu a tanta pressão. Com a mulher e os três filhos, ele decidiu deixar a comunidade para viver no Residencial Carioca, em Curicica. Eu não queria ter saído, mas pensei na minha família. Os agentes da prefeitura iam todos os dias na minha casa para me ameaçar. Acabei aceitando o apartamento", conta. No acordo, a prefeitura prometia entregar o apartamento de três quartos com o financiamento quitado. Mas a realidade é totalmente diferente. Todos os meses, a caixa de correio de Iran está repleta de cobranças da Caixa Econômica Federal. "Os valores começaram a chegar e cheguei até ficar com meu nome sujo por isso", diz. Meu coração aperta em pensar que deixei tudo para trás. E hoje ainda me pergunto o porquê de tudo isso. Precisava retirar tanta gente para um evento de duas semanas? Dentro do apartamento, os sinais de problemas na construção são visíveis. As paredes estão rachadas, o encanamento central rompeu na primeira semana. Os azulejos desgrudaram da parede e do piso. "Haja dinheiro para pagar financiamento e consertar tantos problemas. Tente imaginar se isso aconteceria se precisassem remover um bairro na zona sul. A história seria bem diferente", afirma Iran. Motorista da Uber, Iran passa todos os dias em frente a comunidade em que um dia viveu. A saudade não faz questão de se esconder. "Meu coração aperta em pensar que deixei tudo para trás. E hoje ainda me pergunto o porquê de tudo isso. Precisava retirar tanta gente para um evento de duas semanas?". Olimpíada Atrás das cercas que rodeiam a Vila Autódromo, milhares de atletas e turistas vão circular nas próximas semanas. Provavelmente poucos saberão o que está por trás das vinte casas brancas ao lado do Parque. Nenhum dos poucos mais de cem moradores foram convidados para ultrapassar a barreira divisória e ver o evento que tanta tristeza causou. "Para mim, a Olimpíada vai deixar um legado muito triste. O brasileiro não foi consultado se queria os jogos. Eu não fui. Faltou respeito com as favelas e o povo carente", destaca Penha. O que passamos só foi mais uma repetição do ciclo da história. É o descendente de escravos, que constrói novas regiões e que quando elas valorizam são expulsos sem mesmo um até logo. Na casa de Sandra, Olimpíada é um assunto morto. Ninguém fala ou ousa comentar. "Por que assistiria a um evento que só nos trouxe sofrimento?", indaga. "O que passamos só foi mais uma repetição do ciclo da história. É o descendente de escravos, que constrói novas regiões e, quando elas valorizam, são expulsos sem mesmo um 'até logo'". Na sexta-feira (5), milhões de espectadores vão acompanhar a abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Mas a televisão de Luiz, recém-instalada na casa nova, não vai estar ligada como na Copa de 1994. "A gente precisa parar de usar o esporte como desculpa para o lucro. Sou professor de educação física, amo esportes, mas a minha audiência eles não terão." http://www.brasilpost.com.br/2016/08/03/vila-autodromo_n_11302644.html
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  9. Repensei a questão das cotas e mudei de ideia. Antes eu dizia que era contra as cotas para negros. O motivo que eu tinha para discordar era, que além de ser racista e anti-meritocracia, ela acima de tudo mascarava o verdadeiro problema. Como todos sabemos, o problema é a educação pública defasada. Mas nenhum político tem vontade ou incentivo para melhorar a educação naquilo que realmente precisa ser melhorado: Melhores salários para o professor e melhores condições de trabalho, ou seja, as escolas precisam de infra estrutura adequada para propiciar um ambiente favorável ao ensino.* Claro que os políticos querem reformas na educação, mas não as que ajudam a população. Eles querem, pelo contrário, em vez de investir, cortar gastos com salário de professor e com infra estrutura. Querem estabelecer "metas de produção" e "incentivos" aos professores através de bônus, que são prêmios em dinheiro que só servem para maquiar as estatísticas, criando artificialmente a ilusão de resultados. Meu medo era que com as cotas, todas estas necessidades seriam colocadas em último plano, que elas serviriam para adiar a construção de um ensino público de qualidade. Mas hoje vejo que independente da existência de cotas, o resultado seria o mesmo. As cotas não são a solução ideal, longe disso. Mas agora percebo que não se trata de escolher entre uma resposta ruim e uma resposta boa. Uma coisa não exclui a outra. E francamente, enquanto a nossa sociedade for capitalista, é apenas sonho acreditar em educação pública de qualidade. Então, na falta da solução correta, prevalece a medida paliativa que inegavelmente beneficia pessoas sem impedir a luta por uma educação de qualidade. É sério! Veja bem: quem quer uma reforma adequada, que aumente o investimento em salários e condições de trabalho do professor, não fica impedido de modo algum a continuar lutando e exigindo isso! Quem quer de verdade, corre atrás! Não fica de mimimi. Então, na falta do certo, vamos aceitando o errado. Sendo a raça uma coisa muito mais fácil de averiguar do que o nível econômico de uma pessoa, e sendo alto o grau de correlação entre negros e pobres no Brasil... que assim seja. O mais lamentável disso é que brancos pobres que deveriam ser contemplados pelas cotas, serão excluídos e o negros de classe média vão receber uma vantagem injusta a seu favor. Mas ainda assim, haverão muitos negros batalhadores que finalmente terão uma chance real de completar o nível superior e sair diplomado em uma profissão. É lamentável, é cheio de falhas, mas que lutem os que são a favor de algo melhor. O que não dá é para ficar sem fazer nada a respeito. Estou moderando o idealismo e o purismo, precisamos abraçar o pragmatismo pois nada nesse mundo é perfeito e cor de rosa. E que a revolta pela exclusão de brancos necessitados e pelo privilégio de negros abastados sirva de combustível para que se lute pela verdadeira solução, custe o que custar! Pois também sabemos que bebê que não chora não mama. Nada vai cair do céu aos que não se mexem (exceto negros de classe média e alta). * = Não é de se admirar que a educação esteja uma merda quando as escolas mais parecem prisões, e os professores como agentes da gestapo!
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  10. Partes de mim que me assustam - Reflexões pessoais sobre como superar a supremacia masculina Por Chris Crass "Escrevi este artigo para outros homens brancos de classe média, com ideias políticas de esquerda, e que participam de algum modo de movimentos sociais." Texto completo: https://we.riseup.net/assets/137814/Partes+de+mim+que+me+assustam.pdf
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  11. Não dei data para ser mentiroso.
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  12. Parabéns Letícia! Idem.
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