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Como Está Seu Corpo Nessa Pandemia?


Maressa Kristorm

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Corpos de pandemia

As marcas do confinamento são perceptíveis no nosso físico. Parece que envelhecemos uma década em pouco mais de um ano

                                                                                       A4Z4LBP6ZZA2TFCTAQBI4F6DHU.jpg CARLA BERROCAL

Rígido, ombros encolhidos, cabeça afundada. Pernas pesadas. Quadris fechados e articulações doloridas. Impaciente. Irritável. Vista cansada e pele seca. Temos um corpo de classe turística de voo transoceânico em uma companhia aérea low cost. Porém, não fizemos essa viagem, mas outra que nos levou do sofá à mesa, da mesa à cama, e assim por diante. Com pouco gasto calórico e muita angústia. Arrastamos um corpo de pandemia que também é mais pesado –entre um e três quilos a mais– e que há um ano aperta a mandíbula.

Os subprodutos de meses de confinamento e teletrabalho começam a chegar aos consultórios de fisioterapeutas, psiquiatras, traumatologistas, oftalmologistas. Sim, com a pandemia, seu investimento em academia dos últimos anos desapareceu. Gordura acumulada em locais pouco habituais, rigidez no pescoço e dores na região lombar por causa das longas horas de teletrabalho em cadeiras projetadas para sentar-se para jantar durante meia hora. Corpos ansiosos que administraram a incerteza tensionando cada músculo e passando noites em claro. “Nós lutamos contra o estresse apertando a mandíbula”, diz a fisioterapeuta Lida Herraiz, da clínica de quiropraxia Gonzalo Vidal. “Nesta temporada, quase 80% das pessoas que trato têm esse gesto de tensão acumulada”.

A Sociedade Espanhola para o Estudo da Obesidade (SEEDO) afirma que 49,8% dos espanhóis ganharam peso até agora na pandemia. Com os rituais diários de se levantar, vestir, se apressar e usar o transporte público proscritos, a atividade física foi reduzida ao mínimo. Um ano depois, vestir algo diferente de um agasalho esportivo é um desafio. O declínio abrupto do que os especialistas chamam de atividade física incidental –os movimentos para o funcionamento diário, desde se vestir até descer escadas– virou tudo de cabeça para baixo. “De um dia para o outro, todos os rituais foram abandonados, o que significa perder pontos de referência vitais, ficar sem âncoras e entrar em uma sensação de perda de controle”, diz Carlos María Alcover, professor de Psicologia Social da Universidade Rey Juan Carlos, que lembra que existe uma relação direta entre os estados de ansiedade e a compulsão alimentar.

Os que tentaram praticar esporte em casa não se salvam. Os especialistas dizem que mesmo aqueles que nunca se machucam ficaram lesionados. “Os esportistas que improvisaram uma academia em casa sofreram um impacto significativo em seu corpo treinando em pisos não técnicos, também houve muitos principiantes que decidiram começar a praticar esporte por meio de telas sem a supervisão de um especialista”, diz Sara Álvarez, fundadora da academia Reto 48, e acrescenta: “Houve mudanças bruscas no corpo: perdemos um pouco de músculo no caminho e ganhamos alguns quilos. Ou mais”.

Um estudo da Universidade de San Francisco deu números a esses quilos extras. De acordo com uma medição realizada com cidadãos norte-americanos entre fevereiro e junho de 2020, para cada mês de confinamento, ganharam 0,70 quilos de peso. Os pesquisadores identificaram três causas: redução significativa dos passos diários, mudanças drásticas nos padrões de vida e aumento de lanches e de refeições de todo tipo. “O aumento de peso causou desolação em muitas pessoas”, observa Sara Álvarez. “É a prova da claudicação, de que a vontade se perdeu, além da força e da capacidade pulmonar. Toda mudança física tem consequências mentais, e isso foi difícil. A boa notícia é que o corpo tem memória e com perseverança e esforço é possível voltar ao ponto em que estávamos antes da pandemia”.

Em um ano submetidos à crueldade de uma câmera frontal mal iluminada durante longas sessões de Zoom, examinamos nosso rosto como nunca antes e descobrimos coisas que não sabíamos que estavam ali. Paz Torralba, diretora da The Beauty Concept, diz que o confinamento também cobrou seu preço. “Maior flacidez no rosto, envelhecimento prematuro, olheiras e rugas marcadas, retenção de líquidos e gordura depositada em lugares onde antes não havia”.

A máscara colocou o foco das atenções no olhar, e justo aí vão as preces dos clientes das consultas dos centros de beleza. Agora se presta mais atenção ao rosto do que ao corpo, especificamente aos pés de galinha e às rugas da testa. Pedem-se tratamentos com resultados imediatos. Por exemplo, preenchimentos dérmicos, toxina botulínica, anti-manchas e fotorrejuvenescimento. E embora as mulheres sejam maioria, um em cada cinco homens também buscou melhorias estéticas. A alopecia é o drama deles. A revista The Economist fala sobre o boom da indústria e cita um aumento de 10% nos procedimentos estéticos nos Estados Unidos, 20% na França. A SECPR E (Sociedade Espanhola de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética) fala de um crescimento entre 25% a 30% nos centros.

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Nosso novo eu é um kamikaze, toma decisões piores e tem sede de vingança. Estas são as conclusões de um estudo do grupo Open Evidence da Universidad Oberta de Catalunya, que afirma que depois de dois meses de confinamento as habilidades cognitivas foram prejudicadas nos 5.000 cidadãos da Espanha, Itália e Reino Unido estudados. “Durante a primeira onda, o debate entre saúde e economia estava em alta”, lembra Francisco Lupiáñez, professor da UOC, “e o que conseguimos demonstrar foi que o confinamento tampouco saía grátis”.

Se no ano passado você sentiu que envelheceu uma década repentinamente, você não está sozinho. Cerca de 2,9 bilhões de pessoas, mais de um terço da população mundial, o acompanham.

 

E nós os Brekianos ,quais foram as consequências para o nosso corpo nesse período da pandemia?

Maressa Kristorm

_Tive aumento de peso entre 4 e 7 k retornando aos poucos

-O vitiligo de cunho emocional deu um avanço pequeno ,mas significativo ,agora com manchas tanto claras quanto escuras.

- A sensação de fadiga começou a pesar mesmo no início do ano letivo de 2021, com dificuldade para se concentrar.

-Todo sono parece pouco, apesar de dormir mais a qualidade do sono não recupera o cansaço físico

 

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  • Maressa Kristorm changed the title to Como Está Seu Corpo Nessa Pandemia?

Cansado fisicamente, mentalmente e espiritualmente, é na crise que vemos do que são feita as pessoas e estou decepcionado com grande parte das pessoas que eu convivo. algo que não vou esquecer dessa pademia

Tive de fazer um longo tratamento dentário devido as condições em que estou inserido, quebrei 3 dentes devido a raiva e estresse.

Não ganhei peso, mesmo malhando todos os dias, pensei que estaria perdendo uns quilos, mas esqueci de levar em conta o ganho da massa magra, as roupas estão mais folgadas pelo menos.

Cabelos brancos estão aparecendo, antes não tinha, mas da pra perceber agora, bem vindo a meia idade

Continuo dormindo bem, caindo no sono bem mais rápido devido a malhação, nessa pandemia tenho a liberdade de acordar mais tarde realmente não funciono bem quando acordo cedo, apenas nesse quesito a qualidade de vida melhorou.

Aparentemente a memória minha não esta boa, esquecendo nomes de pessoas conhecidas, palavra e objetos.

E fiquei doente varias vezes, minha garganta e ouvidos ficaram ruins múltiplas ocasiões e toda vez tinha de fazer exame de covid,  é muito ruim e caro mas fazer o que?

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Eu estou bem. Não tenho nada que reclamar, apesar de ainda não estar 100% funcional. Já devo estar 98/99%. O pulmão ainda precisa de mais algum tempo para ficar perfeito pós-covid, mas está quase perfeito então estou tranquilo.

E atualmente estou fazendo exercícios quase que diariamente. Quero emagrecer um pouco ainda, pois tenho sobrepeso, mas já era assim antes da pandemia de qualquer forma.

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Estou bem, antes andava, agora rolo pra um lado e para outro (sempre de máscara, claro).

Risos.

Estou na mesma.

Engordei uns 2 quilos, mas como dezenas de vezes antes, os dois quilos foram todos pra barriga.

😞

E comecei a fazer pilates, para melhorar a coluna. Os resultados tem sido bons, as dores diminuíram, mas nunca acabam.

De resto, acho que tenho ficado menos doente na Pandemia que em outros anos, mas o cansaço me segue agira. 

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Em 21/10/2021 at 08:30, Leonis disse:

Eu estou bem. Não tenho nada que reclamar, apesar de ainda não estar 100% funcional. Já devo estar 98/99%. O pulmão ainda precisa de mais algum tempo para ficar perfeito pós-covid, mas está quase perfeito então estou tranquilo.

E atualmente estou fazendo exercícios quase que diariamente. Quero emagrecer um pouco ainda, pois tenho sobrepeso, mas já era assim antes da pandemia de qualquer forma.

Vai ter que agradecer muito a sua ressurreição...afinal fez jus a fênix da BG...

Poder chegar ao fim do ano cumprindo sua meta de Não morrer!

Só recuperar agora...

Ficou com alguma sequela?

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16 horas atrás, Maressa Kristorm disse:

Vai ter que agradecer muito a sua ressurreição...afinal fez jus a fênix da BG...

Poder chegar ao fim do ano cumprindo sua meta de Não morrer!

Só recuperar agora...

Ficou com alguma sequela?

No momento só se eu fizer um esforço físico grande para sentir o pulmão com problemas para administrar a falta de ar.

Algo que eu sentia com pouco esforço quando estava pior. Mas hoje em dia sem grandes esforços já não sinto mais nada.

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4 horas atrás, Leonis disse:

No momento só se eu fizer um esforço físico grande para sentir o pulmão com problemas para administrar a falta de ar.

Algo que eu sentia com pouco esforço quando estava pior. Mas hoje em dia sem grandes esforços já não sinto mais nada.

Eu fiquei com cãimbras nas pernas  depois da Chikungunya.Sinto dores musculares quando faço algum esforço.

 

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